Bipolar

A doença bipolar afecta entre 1% e 6% da população da União Europeia e tem um enorme peso social, incluindo o risco de morte prematura por suicídio. O seu diagnóstico incorrecto, ou tardio, pode levar ao atraso do tratamento adequado (substancialmente diferente da depressão “simples” ou unipolar) e ao prolongamento do sofrimento do indivíduo e dos impactos sociais.

A perturbação bipolar (também chamada doença maníaco-depressiva), é uma doença psiquiátrica grave, que causa mudanças extremas do humor, da energia e do funcionamento geral. Caracteriza-se por ciclos de depressão alternando com episódios maníacos (ver figura). Uma outra forma de apresentação é a presença de episódios mistos, em que são encontrados simultaneamente critérios diagnósticos tanto para depressão como para mania ou hipomania.
curva bipolar

A hipomania tem os seguintes sintomas:

  • Elevação leve mas persistente (vários dias) do humor, da energia e da actividade
  • Sentimento intenso de bem-estar e de eficiência física e mental
  • Aumento da sociabilidade, do desejo de falar, da familiaridade e da energia sexual
  • Redução da necessidade de sono
  • A concentração e a atenção podem estar comprometidas, diminuindo a capacidade de se fixar no trabalho, relaxamento e lazer
  • Pode existir o envolvimento em actividades de risco ou gastos excessivos leves
  • Os sintomas não levam a perturbação marcada do funcionamento profissional ou a rejeição social

Os sintomas de mania são os seguintes:

  • Elevação do humor persistente (pelo menos uma semana) desproporcional às circunstâncias do indivíduo, podendo variar de uma jovialidade descuidada a uma excitação praticamente incontrolável
  • Aumento da energia, levando à hiperactividade
  • Desejo intenso de falar
  • Redução da necessidade de sono.
  • Distractibilidade intensa
  • Aumento da auto-estima com ideias de grandeza e o sobrestimar das suas capacidades.
  • Perda das inibições sociais, podendo levar a condutas imprudentes, irrazoáveis, inapropriadas ou deslocadas
  • Pode existir envolvimento em actividades de risco ou gastos excessivos
  • Os sintomas perturbam o ritmo normal de trabalho (ou escolaridade) e as actividades sociais
  • Para além disto nos quadros mais graves pode observar-se:
    • Ideias delirantes (em geral de grandeza) ou alucinações (por exemplo, ouvir vozes)
    • Agitação intensa ou actividade motora excessiva
    • O pensamento pode assumir a forma de “fuga de ideias” (os pensamentos fogem, não consegue pensar numa coisa de cada vez) de uma gravidade tal que o sujeito se torna incompreensível ou inacessível a toda comunicação normal

A doença bipolar continua a ser mal entendida, quer pelo público em geral quer pelos médicos. Muitas vezes uma criança bipolar é diagnosticada como tendo uma perturbação de conduta ou uma perturbação de défice de atenção e hiperactividade, tentativas de suicídio de adolescentes com doença bipolar são atribuídos a “desilusões amorosas”, a “crises de adolescência” ou a abuso de substâncias.

Trata-se de uma doença psiquiátrica, as variações de humor são diferentes dos “altos e baixos” normais da vida de todos os indivíduos e são severos ao ponto de prejudicar as relações com os outros, perturbar o funcionamento escolar ou profissional ou mesmo, levar ao suicídio. Habitualmente, a doença bipolar tem o seu inicio na adolescência tardia, no entanto, alguns doentes têm os seus primeiros sintomas na infância. Tal como a diabetes ou a doença cardíaca, trata-se de uma doença crónica que tem de ser tratada ao longo da vida. Apesar disso, quando tratados com sucesso, os doentes bipolares podem levar uma vida normal e plena.

Tanto crianças como adolescentes podem desenvolver uma perturbação bipolar, sendo isto mais provável quando algum dos pais da criança sofre de uma perturbação afectiva (depressão ou doença bipolar). Ao contrario dos adultos com doença bipolar, os adolescentes tendem a mostrar mudanças bruscas de humor, por vezes múltiplas durante um dia. Sintomas mistos (de depressão e mania ao mesmo tempo) são também mais comuns neste grupo.

Como antes se referiu, pode ser difícil distinguir entre a doença bipolar e perturbações de conduta, abuso de substâncias ou défice de atenção e hiperactividade, assim sendo qualquer criança ou adolescente com sintomas emocionais e comportamentais deve ser avaliado por um profissional de saúde mental.

DG 2007

44 thoughts on “Bipolar

  1. Ola, só queria dizer que sou bipolar desde os meus 20 anos e já tenho 33. No prencipio, até acertar com a medicação foi complicado, mas há 8 anos que levo uma vida absolutamente normal, nunca esquecendo a medicação.
    Gostava que mais pessoas bipolares que vivem uma vida “NORMAL” mostrassem o seu caso, pois só vejo casos de pessoas bipolares que sofrem e tem a vida num caos.
    Obrigada

    • Boa tarde Tereza

      Desconfio que o meu marido é bipolar.
      Não sei como o levar a um psiquiatra para o diagnosticar e ele aceitar ser tratado.
      A nossa vida é um Inferno…
      Como é que a levaram a diagnosticar e tratar-se? Quem a ajudou e como?
      Obrigada
      Ana

    • Olá Ana,

      Pode-me dizer qual foi o especialista que consultou e que lhe receitou a medicação correcta? fez algum exame especifio par adiagnosticar a bipolaridade? Obrigada!

      • Cara Amália,
        Este site não se pretende substituir a consultas médicas… Pretendemos alertar e dar informações gerais… Cada caso é um caso!
        Cumprimentos
        DG

    • Olá, eu estava precisamente a ler esta página para que me pudessem ajudar. A minha filha tem défice de atenção, toma ritalina e risperidona para descansar. Hoje não tomou ritalina e está muito agitada. Como eu sou bipolar II, fico preocupada se ela terá herdado de mim essa doença. De qualquer forma ela é acompanhada por pedopsiquiatra e psicologa, isto porque só aprendeu a ler e a escrever quando ía para o 3º ano escolar.
      Quero deixar também o meu testemunho. Só me diagnosticaram como bipolar há cerca de 7 anos, pois antes disso receitavam-me anti-depressivos e ansiolíticos. E o medicamento indicado para a bipolaridade é o lítio (priadel). Entretanto, já fui hospitalizada (tentativa de suicídio) e foi a minha sorte, porque naquelas 3 semanas a médica pode estudar melhor o meu comportamento. Atualmente tenho essa médica como minha psiquiatra, tomo anti-depressivo, ansiolítico, tranquilizante e o lítio. Tomo 7 medicamentos por dia, mas estou estabilizada. Não voltei a ter recaídas e felizmente tenho um marido espetacular e no meu passado, o pai da minha filha fez-me sofrer bastante. Mas, nós bipolares se não formos controlados, mesmo com apoio familiar, isso não chega, pois isto ultrapassa-nos. No meu caso, acho que fui buscar ao meu pai. Que ainda hoje é uma pessoa instável a nível emocional, mas jamais reconheceria que precisa de ajuda…

    • Sou bipolar desde 1995 gostaria de fazer amizades com pessoas com o mesmo problema. Comecei a tomar Lamotrigina agora, depois de uma recaída. Gostaria até de saber se posso tomar para sempre.

  2. Olá
    O que vc acha da ritalina como medicamento para um bipolar?Seria uama boa forma de tratamento?Que tipo de medicamento seria melhor para tratar um bipolar?Por favor me responda…Janaína(09/11/09)

    • Janaína, talvez essa resposta nem precise mais ser dada, visto que já se passou muito tempo..mas, enfim ninguém pode lhe dizer se tal medicamento é bom. O que é bom para mim, pode não funcionar para você entende? Somente um psiquiatra poderá avaliar e acompanhar o caso, indicando medicamentos até que algum surta o efeito desejado que é a estabilização do humor. Espero tê-la ajudado.

    • Nos casos em que a pessoa está em fases de depressão ou mania graves, poderão existir dificuldades de reconhecer que se está doente (“senso crítico”), pensamentos distorcidos (“cognições”), distractibilidade ou lentificação do pensamento, com dificuldades de memória e de concentração.

  3. Li algumas coisas sobre vários tipos de bipolaridade, mas nem todos os sítos têm a mesma informação. Existe de facto a bipolaridade Tipo II, em que as pessoas só passam pela fase da depressão e normalidade sem chegar à fase maniaca?

    • A Perturbação Bipolar tipo II (períodos depressivos alternando com períodos de hipomania) é dos diagnósticos mais estáveis e consistentes a nível psiquiátrico. Hoje em dia discutem-se vários outros tipos de doenças bipolares (tipo III, IV, etc) que podem fazer com que 50% das depressões diagnosticadas sejam reclassificadas como doença bipolar, embora isto seja ainda alvo de intenso debate.

      • Já passei por muitos médicos, a principio era uma “simples” depressão/esgotamento (já lá vão 7 anos), acho que finalmente estou bem acompanhada a nível médico, tando psiquiatrico, como por a minha psicologa. Mas ainda não achei uma nome para o que tenho. E tendo em conta que muito provalvemente não vou deixar de tomar medicação gostava de saber pelo menos o que é. Falaram-me em alguma bipolaridade e síndrome de personalidade depressiva…Existe alguma diferença?

  4. São duas coisas completamente diferentes… a perturbação bipolar é considerada uma doença em que a pessoa afectada não consegue regular os estados de humor que passam de um extremo a outro… a personalidade depressiva está relaciona com a predisposição da pessoa (existem pessoas mais expansivas, outras mais depressivas, outras mais ansiosas, etc.) não é considerada uma doença embora por vezes as pessoas se queixem que esta maneira de ser as prejudica… essencialmente para resolver a bipolaridade será necessário usar medicamentos e possivelmente alguma psicologia, por outro lado para modificar alguns traços na personalidade depressiva é essencial fazer psicoterapia sendo os medicamentos secundários.

  5. eu tenho 14 anos, e ao que tudo indica eu sou bipolar.De repente eu fico depressiva com coisas que aconteceram há anos, e depois estou feliz de novo, mas na maioria das vezes quando eu fico depressaiva em um dia, raramente consigo mudar de humor no mesmo dia.
    isso afeta muito as relações com todas as pessoas que convivem comigo, exemplo meu namorado, já faz tres anos que estamos juntos, ele fala que eu tenho mania de ser infeliz, e ele é totalmente descontraído e feliz. Eu já tentei diversas vezes não agira assim, mas agora eu vi que faz parte de mim porque eu não consigo cotrolar, não decido quando vou ou não ter um aumento /queda de humor :/
    Eu queria ir em um pscicólogo, ou pisquiatra, mas todo mundo fala que é bobeira, ninguém leva a sério.
    Não sei mais o que eu faço :/ podem em ajudar ?

    • Parece-me que o mais importante é que seja visto por um técnico de Saúde Mental. Pode ser ou não uma doença, mas o que é certo é que é uma dúvida e estas são para tirar.
      Abraço
      DG 2011

      • Já tenho alguma idade(acima dos cinquenta) Luto com algumas dificuldades, parece-me que talvez seja bipolar, tomo medicação, lamotrigina, mas tenho muita necessidade de falar com alguém e falta-me esse alguém. Por outro lado sinto a falta de afecto como elemento fundamental.
        Obrigado

  6. Precisava de ajuda: tenho um sobrinho com 14 anos, que desconfio que é bipolar. Está a ficar muito agressivo para todos(inclusive a irmã de 7 anos), e as notas da escola estão numa espiral descendente.
    Revela falta de concentração, de auto-estima e tem falado em suícidio.
    É seguido por uma psicóloga infantil, mas não toma remédios.
    Há dias em que está eufórico, outros em que ninguém pode falar com ele.
    O que podemos fazer?
    Quais as causas deste comportamento?
    Devemos mudar para um psiquiatra?
    É urgente.

    • Boas
      o meu filho de 11 anos é assim (como os sobrinho da silvia), tal e qual. a psicoterapeuta n levou para nada biológico, mas o pai dele é bipolar e eu sofro de depressão, intercalada com longos períodos de ‘benesse’ mas não de euforia, e sim de normalidade – a minha psiquiatra ponderou bipolaridade, mas no final acabou por concluir q talvez não.
      na psiquiatria no hospital ficaram inclinados para o hereditário/genético, disseram q ele teria herdado de nós (pais) uma perturbação ao nível do humor, e foi medicado com topiramato p estabilizar o humor. n deram um nome, mas pelo q me foi dito acharam q ele e o pai eram bipolares.

      ainda assim, eu acho q eles encaixam na perfeição (ele e o pai) na PPL – personalidade limite/bordeline, tb um tópico neste site. mto mais q bipolaridade, acho q eles têm PPL e se algum dos 3 é bipolar seria eu, tipo II. Pq n fico satisfeita com um diagnóstico de depressão se eu passo semanas/meses feliz, positiva e cheia de energia.

      nas alturas de normalidade n fico mais criativa – pinto mais qndo estou na fase depressiva. de resto, parece q sou mais bipolar q apenas depressiva uma vez q desde os meus 17 anos q ando neste vaivém.

      Mas quem sou eu para diagnosticar?

      tenho de me conformar … queria apenas saber se a medicação no caso da PPL é tb um medicamento p estabilizar o humor?

      obrigada

      • Cara Sónia,
        Obrigado pelo seu testemunho.
        Por vezes é difícil fazer a distinção entre PPL e Doença Bipolar, até há quem diga que são semelhantes em termos de neurobiologia da doença.
        Em casos de dúvida diagnóstica ou terapêutica será sempre importante falar com um Psiquiatra ou Pedopsiquiatra.
        Cumprimentos
        DG

  7. tb sei q o meu filho poderia simplesmente ter comportamentos herdados dos pais – já q somos então os 2 uns ‘atrofiados’. mas isso é só aparente…. eu sou uma profissional de sucesso, com um bom ordenado, q ama o seu rebento mais q tudo, q lhe tem dado uma vida normal, acima de tudo.
    tem tido uma vida normal q n justifica q ele desde mto novinho, ainda mal andava tivesse comportamentos fora do normal – eu faço medicação desde q ele era pequenino e levo uma vida normalíssima, o pai dele não viveu connosco durante a maioria da vida do meu filho, estivemos a vier os 3 juntos até o meu filho completar 1 ano, agora vivemos novamente juntos desde há 3 anos, porque o pai dele tb já tem a situação controlada.
    então, não é por aí …… na primeira infância eu tive uma tentativa de suicídio numa altura em q n fazia medicação e o pai dele agrediu-me uma vez com uma crise psicótica, tinha o pequenito 4 anos (e assistiu).
    tirando estas duas situações (graves, eu sei), teve uma vida mto feliz, foi sempre super acarinhado, esteve sempre acompanhado por psicoterapeutas pq eu sempre achei q ele devia ter apoio p causa da agressividade e da instabilidade (mas aa variações são ao longo do dia e sem um ‘trigger’ aparente na maioria das vezes. é mto inteligente, tem um óptimo sentido de humor, é culto. e até há 2 anitos, era super divertido e feliz a maior parte do tempo, embora durante o dia tivesse crises de agressividade e oscilasse entre ‘a minha mãe é a melhor do mundo’ e ‘a minha mãe é a pior à face da terra’ várias vezes no mesmo dia, estava maioritariamente num estado de ‘traquinice divertida’.

  8. Olá. Tenho 16 anos e o meu pai é bipolar.

    Andei muito em baixo durante os últimos três meses. Não tinha vontade para fazer nada, só queria ficar na cama a dormir e não falar com ninguém. Costumava ser boa aluna mas comecei a faltar sistematicamente às aulas, e as minhas notas baixaram muito porque me recusava a estudar ou a fazer fosse o que fosse. Sentia-me triste, vazia, com pouca confiança, acabei com o meu namorado, etc.

    Agora já tenho mais vontade de fazer a minha vida, mas desde há uns dias que noto que estou mais impaciente e facilmente irritável. Hoje na escola senti-me irritada por causa de um colega que estava a fazer barulho com a caneta e disse-lhe que parasse. Senti até um pouco de raiva e fiquei a tremer durante um bocado.

    Poderá isto querer dizer que sou bipolar como o meu pai? Ou será só uma má fase, uma crise da idade?
    Devo investir num especialista?

    • Cara Ana,
      Os sintomas parecem ser do tipo episódio depressivo… deverá consultar o seu médico para tirar as dúvidas que tem.
      Cumprimentos
      DG

  9. Eu também faço parte dos bipolares que conseguem fazer uma vida completamente normal, às vezes bem melhor do que aqueles que não sofrem de uma doença mental.Diagnosticada aos 21 já tenho 36, eu vou tomar medicação sempre, e ainda bem porque é ela que me dá o equilibrio que necessito para viver.
    Aproveito todos os dias bons, e espero que os menos bons passem. Fiz uma licenciatura uma pós-graduação profissionalmente vou alcançando os meus sonhos. Sou feliz;)

    Obrigada.

    • Olá Rita é muito raro encontrar alguém com transtorno bipolar que faz uma vida normal. Felizmente também tenho uma vida tranquila, sou casada, tenho 2 filhos, trabalho e ninguém sabe do meu problema ( só a minha familia). Tenho pena que quando se ouve falar de bipolaridade só se fale em coisas negativas, mas fico muito contente por ter mais uma parceira da “bipolaridade com uma vida normal”.
      Tereza

  10. Olá sou a Neuza tenho 16, já algum tempo que venho a desconfiar que tenho a doença bipolar, mas nunca quis ligar ao assunto. Por exemplo, hoje parece que já não sou a pessoa que era ontem, e tive coragem para pesquisar sobre o assunto! a maioria dos sintomas a cima descritos, para não dizer todos, são os que tenho. Talvez possa estar enganada, mas infelizmente, tenho quase a certeza que não estou. O que devo fazer?

  11. ola,sou mãe de uma criança de 11 anos e os medicos desconfiam que o meu filho seija bipolar nao sei o que pensar nem fazer espero que ele um dia tenha uma vida normal porque custa muito ver um filho fazer certas coisas e nao poder fazer nada preciso de saber como lidar com esta situação espero que alguma mãe na minha situação me explique como lidar com isto.obrigada e boa sorte com todos os que sofrem.

  12. Olá, tenho 14 anos e acho que sofro com esse transtorno..ocorre sempre mudanças drasticas de humor, uma hora estou feliz e confiante, mas em outra triste e desacreditada..eu costumo dar ataques do nada com amigos e conhecidos, falo coisas sem nexo e de uma hora pra outra mudo de ideia a respeito..ja briguei varias vezes atoa com meus amigos, alguns ate se afastaram me chamando de louca..já tentei suicidio, comecei a fumar e beber, transformando isso em uma necessidade. Tenho alucinaçoes sempre, e vários altos e baixos em um só dia. Minhas notas e comportamento na escola tem mudado, trato mal meus professores, e não tenho paciencia nem animo pra fazer nada..e eu não sei mais oque fazer, minha mãe pensa que é coisa da idade, vive me pedindo para mudar, mas eu não consigo..preciso urgentemente consultar com um especialista, mas não posso agendar uma consulta sem a permissao dos meus pais..estou sem rumo.

    • Sofia deves falar disso com um adulto (pais, professor, medico de família ou psicólogo da escola). Um deles poderá orientar-te. Sozinha é má ideia.

  13. Sabe, as vezes eu me sinto tão mal que me isolo,não tenho mais vontade de ir ao colégio e muito menos de ficar no mundo. Já me fiz vários cortes por duas vezes,sinto que na mesma hora que estou alegre algo me impede de me sentir verdadeiramente alegria. Não sei o que fazer, pois as atitudes das pessoas ao meu redor me influenciam a mudar de humor de uma hora para outra. Preciso de ajuda!!!

  14. Desde criança de infantario que sempre me rotularam de “mau feitio”, “teimosa”… coisas de criança. já na escola as coisas ficaram diferentes, sempre tive boas notas, mas,comportamento anti-social, pensamentos acelerados, distractibilidade intensa,mau comportamento em geral, alternando com momentos de apatia, desligada por completo, furia,pensarva que ninguem gostava de mim… a minha mae correu varios psicologos comigo, nao adiantava de nada. Faziam teste de QI, diziam apenas que era uma crianças com um grau de QI muito elevado e que era apenas uma fase… nao me recordo de quase nada da minha vida desde a adolescencia, apenas tenho a percepçao que estive corpo presente, mas a mente noutro lugar qualquer… Sempre disse que nunca iria ter filhos… mas dei comigo sozinha gravida aos 18 anos, duma relação de pouco tempo… foi a primeira vez que pensei em suicidio… entrei num tunel muito escuro ate a minha filha nascer… Dois meses depois dela nascer, comecei a ignorar tudo a minha volta, mergulhei novamente no tunel. Meses depois voltei a sair, mas numa velocidade alucinante de um dia para o outro eu estava cheia de planos.. ingressei no exercito!!! fui acalmando, eu parecia-me normal. no ano seguinte o meu pai suicidousse, a minha vida voltou a ficar do avesso, mas nao sei bem porque, nao durou muitos dias e voltei a normalizar, ao ponto de voltar a acelerar a velocidade maxima, fiquei fora de control, eu passava os meus dias a pensar em sexo, em sair e beber, conhecer homens novos e mais sexo… perdi o numero aos parceiros que tive.. nunca tinha falta de dormir,comer, nada… passava o dia no trabalho(exercito), chegava a casa ja a planejar saidas e encontros… uma das vezes nao foi bem assim… apaixonei-me!!! fiquei completamente obsecada por ele, mas ele tratou-me como nao se trata ninguem, posso dizer mesmo que me levou a loucura,estive duas semana seguidas sem dormir e sem sentir falta de dormir… foi quando eu tive pla primeira vez que me lembre um surto psicotico, fui levada para o hospital onde depois de muito falar com a psiquiatrata,de ser medicada com altos sedativos ela disse-me com quem da os bons dias, que eu tinha um disturbio afectivo bipolar… nao sabia bem o que era mas… continuei a medicação pois fazia sentir-me melhor mais calma…nao tardou a que os medicamentos mostrassem realmente quem eram… andava sempre nas nuvens, o comportamento de agitação e de sexualidade bem ativa vieram novamente, mas desta vez eu conseguia ver-me…eu so queria acalmar… de tal modo que tomei uma caixa inteira de sedativos… quando voltei a mim estava nas urgencias do hospital, entubada e toda ligada a fios. Alteraram os meus medicamentos novamente e desta vez parece que resultou… ha cerca de dois anos voltei a sentir os altos e baixos, menos intensos mas mesmo assim fiquei apavorada, decidi consultar novamente um psiquiatra… ao fim de 2 consultas e sem eu dizer metade do que aqui escrevi, disse-me que nao sou bipolar, apenas tenho ambivalencia afectiva…yahhhhhh… mas afinal em que ficamos…. hoje vou a um psiquiatra diferente, estou pra ver o que tem ele no menu para hoje!!!!! Eu sei que tenho todos os sintomas de perturbação bipolar, ja me informei, li e busquei em todo o lado e o resultado é sempre o mesmo. se nao sou, se sou dita normal, nao sei como viver comigo mesma assim. eu Odeio a pessoa que sou sem tratamento… tou sempre no ultimo andar, onde nao chega o som nem a luz… os que se preocupam comigo estao sempre a reclamar por eu estar lá, tao distante, mas como posso eu sair de lá!!??

  15. Olá, estás a tomar Lítio (priadel)? É que sem este medicamento os anti-depressivos, ansiolíticos e tranquilizantes não são suficientes. Nem sei o que é ambivalência afetiva e tão pouco posso afirmar que és mesmo bipolar. Só posso dizer que de há 3 anos para cá tomo a medicação direitinha, sem alcool, etc. e felizmente tenho estado estável. Atenção que os medicamentos não substituem um bom ambiente familiar, de amizades, de trabalho. As tuas melhoras!!

    • Cara Lucy,
      Os medicamentos utilizados são adaptados caso a caso. Não há doentes iguais!
      No entanto esta página não se destina a discutir a utilização de um ou outro medicamento. Esse tipo de discussão é reservada para uma consulta entre o doente e o seu médico. Ver termo de responsabilidade.
      Obrigado!
      Psiadolescentes weblog

  16. Boa Tarde,
    Nos últimos tempos, mais precisamente nas férias, as horas da medicação oscilaram e também bebi um pouco de cerveja e também não dormi as horas suficientes. Resultado:_Nas festas da minha terra um primo meu disse algo que não gostei e eu “disparei” com uma série de palavras menos bonitas (mas não eram palavrões) e sempre a bater-lhe num braço.
    Entretanto já fui á minha consulta de psiquiatria e foram feitos ajustes aos medicamentos. Também vou começar a ter psicóloga. Infelizmente o meu pai é que no passado agrediu a minha mãe e eu assisti algumas vezes. A minha psiquiatra diz que eu não sou ás vezes agressiva por “sair” ao meu pai, mas sim em resultado desse trauma. E, diz ela, que muitas vezes as vítimas tornam-se agressores. É horrível ás vezes não ter controle… É que depois da erupção do vulcão, não podemos recolher a “lava”, já não podemos apagar…
    Lucy

  17. Oi meu nome é Aira e tenho 16 anos. Eu li uns artigos e vi algumas materias e me identifiquei muito. ja fui diagnosticada com depressão e costumava tomar remedios mas parei porque nao estava comendo ja que fui diagnosticada com anorexia tambem. meu psiquiatra nunca me disse nada sobre mas sei que
    ele chegouva desconfiar de bipolaridade. eu gostaria saber mais sobre isso porque é algo que me assusta um pouco. obrigada.

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