Perturbação de Personalidade Limite ou Borderline

O que melhor caracteriza as pessoas que sofrem desta perturbação é uma “instabilidade estável”.

BL

Apresentam uma instabilidade mantida do humor, dos relacionamentos com os outros, da imagem que têm de si mesmos e do seus comportamentos. Essa instabilidade muitas vezes desorganiza a vida familiar e profissional, o planeamento a longo prazo e o sentido de identidade pessoal do indivíduo.

Originalmente consideradas como estando na fronteira da psicose, as pessoas portadoras de PPL têm problemas na regulação das emoções. Embora não tão conhecido quanto a esquizofrenia ou a perturbação bipolar, a PPL é mais comum, afectando 2% dos adultos, principalmente mulheres jovens.

Não é considerada uma doença psiquiátrica mas sim um perturbação da personalidade.

Há uma frequência elevada de comportamento de auto-lesivos (ex: auto-mutilações, overdoses), assim como uma frequência significativa de tentativas de suicídio e de suicídio completo em casos graves.

Os pacientes necessitam frequentemente de recorrer aos serviços de saúde mental. Com o tratamento adequado e com persistência uma parte significativa melhora consideravelmente.

Quais são os sintomas?

Enquanto uma pessoa com depressão ou perturbação bipolar apresenta tipicamente o mesmo estado de humor durante semanas, uma pessoa com PPL pode ter episódios intensos de raiva, depressão e ansiedade que podem durar apenas algumas horas, ou no máximo um dia. Estes podem associar-se a episódios de agressividade impulsiva, auto-agressão e abuso de drogas ou álcool. Distorções do modo de pensar (cognições) e da auto-imagem (consciência do eu) podem ocasionar mudanças frequentes nos objectivos a longo prazo, planos de carreira, empregos, amizades, identidade sexual e valores.

É frequente que se considerem injustamente incompreendidos ou maltratados, aborrecidos ou “vazios por dentro”. Esses sintomas são mais agudos quando os indivíduos portadores do PPL se sentem isolados e carentes de apoio social, fazendo esforços “frenéticos” para evitar ficar sozinhos.

As pessoas portadoras do PPL apresentam com frequência padrões de relacionamentos muito instáveis. Elas podem vir a ter ligações intensas, porém tempestuosas. A suas atitude para com os familiares, amigos e entes queridos pode passar subitamente da idealização (grande admiração e amor) à desvalorização (intensa raiva e desaprovação). Assim, elas podem formar uma ligação imediata e idealizar a outra pessoa, mas ao ocorrer uma pequena separação ou conflito elas passam inesperadamente para o outro extremo e acusam furiosamente a outra pessoa de não ter absolutamente nenhum afecto por elas. A isto se chama habitualmente “pensamento a preto e branco” (ou é tudo mau ou é tudo bom, não existe intermédio).

Estas pessoas são muito sensíveis à rejeição, reagindo com raiva e angústia a pequenas separações como um período de férias, uma viagem de negócios ou uma súbita mudança nos planos. Este medo do abandono parece estar relacionado com a dificuldades em se sentirem emocionalmente ligados a pessoas importantes quando estas se encontram fisicamente ausentes. Podem ocorrer ameaças e tentativas de suicídio, juntamente com a raiva, nos casos de abandonos e desapontamentos percebidos pelos indivíduos.

As pessoas com PPL apresentam outros comportamentos impulsivos, como gastos excessivos, comer compulsivamente, abusar de drogas e álcool, sexo de risco ou condução arriscada.

É frequente existirem outros problemas psiquiátricos ao mesmo tempo, especialmente doença bipolar, depressão, ansiedade, abuso de drogas/álcool ou outras perturbações de personalidade.

Mais raramente poderão sofrer de sintomas de psicose habitualmente ligeiros e transitórios.

Como se trata?

O tratamento é feito sobretudo através de psicoterapia (em grupo e/ou individual).

Os tratamentos farmacológicos são frequentemente prescritos com base em sintomas alvo específicos apresentados pelo paciente individual. Antidepressivos e estabilizadores do humor podem ser úteis para o humor deprimido e/ou lábil. Drogas antipsicóticas também podem ser usadas caso haja distorções do pensamento ou para controlar a impulsividade.

O tratamento é demorado e difícil, uma vez que o que está a ser tratado é uma forma de lidar com o mundo, com os outros e com as próprias emoções em que muitas vezes as pessoas reconhecem como “sempre fui assim”. É de esperar pelo menos 1 ano de tratamento contínuo.

O inicio da relação terapêutica é particularmente difícil pois é habitual que as pessoas com PPL “testem os limites”, exibindo demonstrações de raiva e alternado períodos de idealização(ex: “o meu psicólogo é a única pessoa que me compreende e ajuda”) com períodos de desvalorização (ex: “você não percebe nada disto e não me pode ajudar”). Muitas vezes existe uma grande sensibilidade a pequenas rejeições (ex: atrasos de consultas podem ser sentidos como “ele não gosta de mim). É necessário que os terapêutas ultrapassem esta fase mais defensiva, através de insistência, demonstrando que estão presentes e sempre prontos a ajudar, compreendendo que demonstrações agressivas são “testes” ao quanto ele se preocupa com o doente. A pouco e pouco o doente sente maior confiança e aí sim o processo de melhoria pode começar.

Como em todas as perturbações de personalidade e na maioria das doenças psiquiátrica, não é possível ajudar quem não quer mudar… envolvendo isto um esforço pessoal intenso.

As taxas de remissão são de 75% em 6 anos, sendo que as recorrências são raras (<10%). Os sintomas que melhoram mais rapidamente são os comportamento suicidas e de auto-mutilação e as sensações “psicóticas” (ex: “toda a gente me quer lixar e olham para mim como se fosse diferente”). Habitualmente mantêm-se alguns sintomas afectivos atenuados como ataques de raiva, sensação de vazio, vulnerabilidade à depressão e dificuldade na relação com os outros.

Achados de Pesquisas:

A causa exacta da PPL não é conhecida, mas tanto factores biológicos quanto psicológicos e sociais são considerados como contribuintes.

Muitos indivíduos com PPL, porém não todos, relatam uma história de violência, negligência ou separação quando crianças (40 a 71% dos pacientes relatam terem sido vítimas de violência sexual).

Os adultos com PPL têm uma probabilidade consideravelmente maior de serem vítimas de violência, incluindo abuso sexual e outros crimes. Isso pode decorrer tanto de ambientes prejudiciais como da sua impulsividade e mau julgamento ao escolher parceiros e estilos de vida.

A pesquisa em neurociências mostra, na PPL, alterações cerebrais que predispõem à impulsividade, instabilidade do humor, agressividade, raiva e emoções negativas. Parece existir uma incapacidade suprimir as emoções negativas.

DG 2007

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128 pensamentos em “Perturbação de Personalidade Limite ou Borderline

  1. Fui diagnosticada com personalidade borderline há um ano e tal.
    O que é descrito no site descreve-me quase por completo. Agradeço desde já pela informação e gostava de aproveitar a ocasião para perguntar se existe algum meio de eu conseguir conversar com pessoas com o mesmo problema ou problemas semelhantes.
    Obrigada.

    Resposta: Por exemplo, criar grupo de discussão na página do facebook do psiadolescentes

    • Olá, fui parar neste site pk a minha filha sofre do mesmo e provavelmente eu também passei nisto na minha juventude (agora tenho 49 anos).
      Quero muito ajudar minha filha. Os medicos limitem se em passar ansioliticos e anti depresiva mas isto não está bem assim. Ela precisa muito, muitissimo falar com outros como ela.
      Afinal pk não há grupos de terapia neste pais? Sabe me dizer o que é preciso para
      formar um grupo (alèm dos participantes), é preciso mas quem? Um psicologo?
      Vi que o seu cometario é de 2008, como estás agora?
      Nós somos da zona de Viana do castelo, por favor quem Lê isto , responde….É urgente formar um grupinho, se não são todos condenados a uma vida miseravel cheia de medicação, relações difficeis e muitos vezes muito tristeza e dor…

      • Olá, eu fui diagnosticado há cerca de um ano embora tenha sofrido bastante durante toda a minha vida com isto e desde entao tenho procurado isso mesmo, tentar conhecer pessoas como eu como em grupos de ajuda mas parece que é uma condição bastante esquecida neste pois. começa pelos proprios medicos que parecem fazer tudo para nao o diagnosticar. é mais facil diagnosticar uma depressao ou bipolaridade, mais facil para todos menos para quem sofre com isso. e depois o tratamento á base de farmacos limita-se a adormecer os sintomas e mesmo assim nem sempre é eficaz. mas de facto não se encontra uma unidade de tratamento especializado, tal como nao se encontra um grupo onde os doentes se possam sentir confortaveis, trocarem experiencias e sentirem-se compreendidos.

      • Olá mãe, estou senssibilizado ao seu apelo e te digo; o que acontece com sua filha certamente é uma das experiêcias mais terriveis que alguem pode sentir. Digo isso com a triste lamentação de eu estar na mesma situação a da sua filha, esse transtorno, assim o dizem,é para nós um predio em ruinas, pouco a pouco esta desabando e não há o que fazer.
        Porém, analizando vários sites relacionados podemos concluir que ainda resta alguma esperança.
        Minha experiência no que esse transtorno pode causar à vida dos que o têm é que hoje estou separado de minha esposa.Ela não suportou meu comportamento nem menos a consequencia das coisas que eu fiz , pois agi como relatam nas linhas dos sintomas desse mau,me senti rejeitado e começei a atacar e provocá-la até explodir de vez..posso dzer que apezar do sofrimento de ter causado tudo isso alguma coisa me fez sentir que estou mudando, acho que o choque provocado pela situação equilibrou todos aqueles sintomas apresentados por esse transtorno..Se não dizer até que descobri uma maneira de lidar com isso!
        Bem como vc ainda tento buscar uma maneira de acabar com esse sofrimento constante que nos, portadores, carregamos conosco todos os dias.

      • Pela caracterização do comportamento da minha mulher, levadas para a internet, cheguei à conclusão provável de que ela poderá sofrer de Borderline (PPL). As crises por que tem passado nos últimos 2,5 anos têm sido quase diárias, variando subitamente de um amor profundo a um ódio e raiva visceral, sem meio termo. Ainda, criou uma obsessão de ódio profundo por diversas pessoas da minha família, não tolerando, sequer, que possa falar o nome de qualquer delas, porque o seu estado comportamental se altera profundamente e subitamente num amuo intenso e extremamente explosivo, podendo passar a um estado de grande agressividade verbal, com ofensas e injúrias muito difíceis de suportar. Intercala ainda a evocação de factos (sempre os mesmos, de forma obsessiva) que distorce a seu favor, colocando-se como vítima de maus olhados, ou de bruxaria ou da malvadez dos outros, etc. Infelizmente temos uma filha agora com 3 anos e que temo poder vir a sofrer grandes lesões psicológicas pelo comportamento da mãe, frequentemente cheia de raivas e ódios e com linguagens absolutamente impróprias à frente da nossa filha. A minha vida tem sido um permanente martírio, já que isso me tem afectado profissionalmente a ponto de deixar de trabalhar e de ganhar dinheiro durante meses a fio, dado o estado depressivo em que me deixo envolver e que me impede de manter concentrado para trabalhar com algum rendimento e que se situa na área da prestação de serviços de consultadoria em engenharia. Este meu desabafo, que faço pela primeira vez, pretende a partilha com outras pessoas afectadas desta disfunção psíquica ou vítimas delas, como eu, por forma a podermos todos contribuir para melhor conhecer esta perturbação e também para melhor conhecer a forma de lidar com ela, caso tenhamos vontade de não abandonar o barco apenas porque é difícil. Ainda, no meu caso, porque tenho uma filha que anseio poder acompanhar sempre ao longo da minha vida.

    • Olá eu casei com uma rapariga com possível diagnostico “Borderline”, entretanto ela pediu-me o divorcio.Em este momento estou casado com ela pela igreja, ela odeia-me imenso.Penso que ela não reconhece que tem essa doença, um pouco porque os médicos nunca a confrontaram com o facto e sempre lhe disseram que faz parte do “feitio” dela.Mas ela tem oscilações de humor, é muito ciumenta, é impulsiva, tentou suicídio e facilmente deixou de gostar de mim, definitivamente não me quer ver mais frente dela, como ela me disse.Mas eu gosto muito dela e quero-a ajudar.

      • Desculpa te dizer isso eu tenho borderline e o k a sua esposa lhe fez a si eu fiz o mesmo ao meu marido A quem estou actualmente a pedir o divorcio tambem nao compreendo os porques e a sua esposa provavelmente tbm nao entende. Kem ter esta doenca vive uma vida de inferno

      • Olá, eu faço medicação há já 22 anos. Sempre pensei que se travava de uma depressão, ou que seria bipolar, mas recentemente o último psiquiatra que me está a seguir diagosticou-me transtorno de personalidade grave. Isté é realmente um inferno. Desejo muito sinceramente as melhoras da sua esposa.

    • eu tenho 17 anos e diagnosticaram me personalidade boderline ha cerca de um ano . tenho sofrido bastante porque nao consigo controlar os sintomas e porque este meu problema reflete se principalmente na alimentaçao. tenho periodos em que nao como nada e faço muito exercicio fisico e outros em que como mais do que qualqer um de vos possa imaginar e nao vou ao ginasio alem disso , tenho muita irritabilidade , um vazio enorme e uma grande preocupaçao em ser assim a vida inteira . sinto que nao aguento mais porque tive a minha primeira depressao aos 12 anos e, desde aí , o sofrimento é crescente.
      Não se há muita gente da minha idade com PPL mas se houver , contatem me pfv , gostava de trocar impressoes com alguem que compreendesse o que é ser nao tao igual.
      deixo aqui o meu mail rita_joia@hotmail.com

  2. ola, antes de mais quero dar os parabens por este site.além de ser estudante de psicologia, tambem apresento a maioria dos sintomas de uma personalidade borderline. e achei bastante interessante a questão que a filipa colocou.agradecia que pudessem fazer a ponte entre pacientes com esta patologia.porque é bastante invalidante, mas é possivel sobreviver a ela, e a quetão de trocas de experiencias parece-me mt bom não só em termos pessoais como terapeuticos. fica aqui a sugestão.obrigado pela atenção.

  3. Agradeço os 2 comentários prévios.
    Em relação às sugestões, infelizmente não existem em Portugal que conheçamos grupos de apoio especificamente para a perturbação borderline. Na maioria dos grupos terapêuticos existem várias pessoas com várias patologias psiquiátricas, sendo que estes estão disponiveis em várias unidades de saúde mental.
    Na internet também não há nenhum forum que conheçamos.
    Porque não criarem um forum como passo inicial?
    No entanto é importante realçar a importância de um correcto diagnóstico e acompanhamento, para que a troca de experiências pode também trazer coisas negativas se não existir o devido cuidado.
    Abraços

  4. Não se prendam demasiado a um rótulo que não passa disso. Interessa mais uma auto-análise (uma psicoterapia) e a percepção de cada problema que vai sendo levantado do que propriamente “exibir”, se me permitem a expressão um rótulo. Sou Borderline. E agora, o que fazer? Contentar-se com um diagnóstico???

    • Quem fala que os Borderline se entregam ao rótulo, não sabe nada do que sente uma pessoa que sofre desta doença. É incapacitante sim! O melhor será mesmo estudar melhor o assunto e espero que nunca sofra de algo idêntico ou parecido, pois não desejo isto a ninguém!

      • Correcto Patrícia, meu filho ainda não tem diagnostico, mas sofre à seis anos!! Eu sinto o sofrimento dele e é horrível!!

    • Diana concordo perfeitamente, o importante não é o que nos levou a ter este distúrbio mas sim como colmatar as dificuldades que este tipo de personalidade acata. Também tenho sintomas deste distúrbio apesar de por vezes não o aceitar. Consigo ter certo controle da minha vida mas gostaria de ter mais ainda. Tenho uma enorme dificuldade de lidar com a rejeição e já passei um dia completo na cama porque sabia que tinha que falar cm um colega sobre uma proposta de negócio mas realmente é muito difícil para mim o não,

  5. Tenho esperança que se venha a criar um grupo de apoio para pacientes com borderline. Fui recentemente diagnosticada com borderderline e sou estudante de Serveço Social. Mandem-me resposta.

  6. Fui recentemente diagnosticada com uma perturbação da personalidade e ainda me encontro pouco informada acerca da mesma.
    Caso haja a possibilidade de me informarem sites onde possa procurar mais informaçao acerca desta doença agradeço.

  7. Tenho uma amiga a quem foi diagnosticada a doença, o problema é que ela não admite que tem este problema e por isso rejeita ajuda e não toma a medicação. Neste momento ela está num processo de divorcio e tem-se mostrado agressiva… a minha preocupação são os 2 filhos dela, um com 6 anos e outro de 3 meses… A agressividade pode passar para as crianças? eles podem estar em perigo? Obrigada

    Resposta:
    Qualquer criança exposta a situações de irritabilidade ou agressividade está em risco de desenvolver patologia mental… o mais habitual é ansiedade ou depressão. Para um bom desenvolvimento da identidade as crianças necessitam do modelo e disponibilidade dos pais, ora se algum deles estiver numa fase menos positiva, é natural que estas se ressintam. Isto não quer dizer de modo nenhum que pais com perturbações psiquiátricas (activas) não possam ser bons modelos parentais, mas a tarefa é provávelmente mais dificil e poderá ser facilitada se forem tratados.
    DG (Psiadolescentes)

  8. Não me foi diagnosticada ainda a doença, mas identifico-me com todas as características dela. iniciei o tratamento com comprimidos e estou a atrasar inconscientemente a componente psicológica e a atrasar as análises que a médica me mandou fazer. é dificil conseguir fazer as coisas..

    • também tenho borderline e sinceramente foste a unica em quem vi semelhanças. Eu também não consigo fazer nada, ponho o rótulo de irrespondável, mas não é só isso. Se vou, vou sozinha, perco o dia todo num sitio onde ninguem me conhece a tentar manter me inteira. Para mim, preciso de um mês para conseguir ter esse dia em q trato de “assuntos sérios”

    • Cuidado no que toca a “identificação com sintomas”, porque este é um distúrbio que é, até para os próprios profissionais, um desafio no que toca a um diagnóstico fiável. Esta é uma perturbação potencialmente letal, procure apoio especializado.
      Não tenha medo de um diagnóstico, não é aqui uma questão de rótulo ou de possível limitação, faz sim parte de um processo que passa pelo choque até atingir a aceitação.

  9. Eu tb sou borderline, e acredito que seja possivel superar, ou pelo lutar com este disturbio com uma enorme força de vontade e conhecimento sobre o que nos pode afectar.
    Sofro bastante deste estigma que quase me custou o actual namoro, a relaçao com os meus pais e profissional, e acima de tudo a imagem instavel que passo, mas estou neste momento a tentar vencer, sem medicaçao, e para ja estou a conseguir.
    Que sirva de impulso para todos os outros, e alerto que eu nao sofro do disturbio de forma tao acentuada como algumas pessoas, pois para mim nao existem auto mutilaçoes, nem risco serio de suicidio, pois ja o tentei uma vez e desde entao nao tenho muita vontade, apesar de muito raramente me passar pela cabeça.

  10. Tenho 34 anos e fui recentemente diagnosticado com Borderline , eh apenas um nome para as minhas emocoes, furia e agressividade, vazio, solidao, etc… apos o diagnostico ,procurei o nome Borderline na internet e descobri videos no Youtube de 5m que sumariavam toda a minha vida praticamente.
    A minha familia ficou contente quando sai de casa de vez por volta dos 19anos, principalmente a minha mae, a situacao com o meu padrasto estava tao ma que so lhe desejava a morte, mas a verdade toda a minha adoslescencia sonhava acordado que os meus pais tinham morrido num acidente e tinha sido adoptado por outras pessoas, isto manteu-se por anos, so mudava as personagens. mal sai de casa foi como se tivesse comprado uma viagem permanente de montanha russa. Amei e destrui muitas pessoas e amigos que toquei na minha vida, e vivi vida de outros como se fosse a minha, ate hoje. Agora com uma filha e familia ah beira de ser separada reconheco esta condicao desde que existo, o que mais me choca nao foram os artigos em que me vejo a mim proprio, mas os das pessoas se relacionaram com Borderlines.
    Eu quero ser livre..
    boa sorte para todos.
    pedro

    • Eu sei como te sentes, nao e facil lidar com a doença.
      A familia e muito importante.
      Eu tambem me foi diagonostico medico ( PERTURBAÇAO DA PERSONALIDADE BORDERLINE)
      e tambem uma depressao cronica, em 5 anos tive varias tentativas de suicidio 38, automutilaçao queimaduras de 2 grau, tenho a sorte de ter uma familia magenifica , meu MARIDO e minha FILHA, tenho 40 Anos, sinto uma revolta, impotencia…
      Desejo te tudo de bom.

    • Muito bom esse site Pedro. Estou lidando com esse transtorno, pois meu namorado tem essa desordem de personalidade. É um leão por dia, tenho que ter muita paciência, premeditar o que dizer para não ferir os sentimentos, é como pisar em cascas de ovos diariamente. Ele é uma pessoa amável e bondosa, mas quando quer saber ser o mais cruel que já conheci. As relações diárias são complicadas, devido a grande instabilidade do humor, e os acessos de raiva intermitentes. Temo pelo relacionamento, pois acredito que eu também sofra de alguns sintomas borderline, mas auto-funcional, e vi que isso é possível, visto que eu consigo delinear a minha vida, mas tenho um desgaste emocional muito grande e extremo medo de abandono. Por achar que sou mais forte que ele, e amá-lo muito quero ajudá-lo a enfrentar esse fantasma que o assombra, mas tenho medo de afundarmos juntos. Eu o observo e tento aprender a lidar com toda a situação, dentro de um mês ele tem consulta na psiquiatra, e vou junto para lutarmos juntos, sinto que ele precisa de apoio a todo momento.
      Espero que todos vocês possam dar o passo inicial do tratamento que é fundamental para levar a vida o mais normal possível, sei que é difícil, falta ânimo, coragem e o medo reina, mas tirem de dentro forças para prosseguir, pois é possível contornar essa situação. Eu estou confiante!!

  11. Foi-me diagnosticada a perturbaçao de borderline a 3 anos.
    Iniciei o tratamento q o psiquiatra me receitou, mas a certa altura achei q o psiquitra me queria dar como louca.
    Resolvi entao deixar de ir as consultas, foi o pior q pude fazer.
    Dia 18/11/08 vou iniciar novamente as consultas, reconheco q estou doente e preciso de ajuda.
    So tenho vontade de me matar, ate alucinaçoes eu ja tenho.
    So tenho problemas, vejo tudo negro as minha volta.
    Gostaria de falar com pessoas q sofram da mesma doença q eu, sera q existe algum forum/site?!
    Estou mto mal , quero curar-me mas preciso mto de ajuda.
    Mas nao vou desistir, estou farta de ser assim, constantemente abandonada por todos aqueles q eu amo.

    Resposta: Mais uma vez é apontada a dificuldade em lidar com esta perturbação e as graves consequências da PPBordeline não tratada. A sensação de abandono é comum, mas muitas vezes (de forma inconsciente) as pessoas com esta perturbação fazem com o abandono temido se torne real, como que comprovando o seu pensamento. Mais uma vez sugiro que as múltiplas pessoas que tem mostrado o seu interesse em trocar experiências se organizem para criar ou participar num forum.

    • Depois de passar por constantes idas ao psiquiatra (vários) e algumas sessões de terapia (sem sucesso) chegaram ao diagnóstico. Não é o diagnóstico que incomoda mas sim os traços deste transtorno de personalidade que tanto caos provoca, como um furracão…e o rasto de destruição que deixa…
      Durante muito tempo (há cerca de 2 anos) pesquisei fóruns em português em vão…
      (re)habilitar ou criar um seria muito útil…inter-ajuda…

    • Já naveguei um mar inteiro de net à procura de um fórum português sobre borderline… e NÃO HÁ… não haverá possibilidade de se criar um… acho que seria muito benéfico… para todos os que sentem este vazio…

  12. esta doença tem mesmo cura? se a pessoa levar o tratamento durante um ano, com a ajuda de psicologo e medicamentos, pode vir a ter uma vida normal? e sem precisar de tomar medicamentos para o resto da vida? nao ha riscos de recaidas?

    Resposta: Primeiro é importante realçar que isto não é bem uma doença, é uma alteração da personalidade. Logo, tal como todos os tratamentos que envolvam “trabalhar” a personalidade é muito variável de caso para caso. O que os estudos indicam é que, em média, este “trabalho” dura cerca de 2 anos… uma percentagem significativa melhora (outros não), uma percentagem nunca vai recair e outros podem ter recaídas… Infelizmente as coisas não são 100% definidas. Algumas pessoas precisam de medicamentos, outras não, sendo a duração de tratamento variável. DG 2009

  13. Boa noite. Sou uma adolescente de 17 anos e penso que sou uma borderline pois apresento quase todos os sintomas. Gostava de saber se estas transições de humor são apenas típicas da adolescência ou no meu caso, já que apresento vários sintomas, se trata realmente desse sintoma.

    Obrigada.

    Resposta: É normal durante a adolescência apresentar alguma instabilidade do humor, até certo ponto pelo menos. Mas se associado a essa instabilidade vem todos os sintomas de perturbação borderline é provável que não seja só uma fase da adolescência.

  14. Bom Dia

    Procuro ajuda urgente, acabei de perder meu namorado, estou me quiemando direto e ja tive 4 tentaivas de suicidios. Por favor me ajudem a achar um grupo que me entenda e me ajude no meu transtorno. Estou no meu limite. POR FAVOR
    resposta: Joyce, voce deve ir à urgência de psiquiatria mais próxima de si para ser orientado.

  15. Reconheço-me em tudo neste diagóstico e, pela relação com minha terapeuta, imagino que ela também já tenha notado isso, mas ela julga que vai me ajudar pouco, ou até atrapalhar, ficar me passando diagnósticos. Afinal, é só o nome de uma situação que causa muito sofrimento. Como superar tudo isso? Venho há anos lutando contra esse mal e atualmente estou muito desesperançada. Alguém tem alguma experiência positiva de cura?

  16. Um fórum seria um bom meio de contacto e apoio. Mas para já é bom existirem sites como este que permite o diálogo. É necessária muita paciência convosco… com o tempo as coisas tem tendência a aclmar.

  17. tenho 15 anos e acho que sou borderline porque eu tenho grande parte dos sintomas…..o medo do abandono, a auto-agressão, a parte da atençao, a psicose…. sera que tenho? ja li imenso sobre isso….

    Resposta: em caso de dúvida é sempre melhor consultar um psicólogo ou psiquiatra… relembro que existe várias modalidades para tratamento que minimizam o sofrimento das pessoas com este problema.

  18. Bom dia!
    Foi-me diagnosticado borderline a uma semana, ja fiz varias tentativas de suicidio, já nao aguento mais viver assim, se houver alguem que m possa ajudar agradecia, com tudo que tenho feito tou sozinha, e tenho um filho, se alguem m puder ajudar, como tratár, nao sei qualquer coisa. obrigado

    • Vivo com uma pessoa que julgo sofrer de distúrbio Borderline e acho que o primeiro passo será o de levar a pessoa que sofre de PPL a ouvir sem falar, de forma muito calma, o que será muito difícil de conseguir, já que a reacção à tentativa de apenas conversar para encontrar vias de entendimento leva a um comportamento progressivo de repúdio por essa tentativa, passando rapidamente à agressão verbal, acompanhada de ofensa, calúnia, humilhação, com raiva e muito ódio. Passado um dia ou 2 , ou após uma intensíssima discussão e grande gritaria, tudo parece ter sido esquecido para ela, mostrando uma fase de grande amor incondicional, até à próxima, que pode demorar apenas 1 ou 2 dias, ou um breve momento se for evocado, até acidentalmente, alguém a quem ela tem uma absoluta aversão e ódio.

      • Entendo, perfeitamente, o que diz. E, possivelmente, não terá dito tudo. É uma situação angustiante quer para a sua companheira quer para si. No meu ponto de vista, para além do que conta, deverá ter em atenção que a personalidade da companheira vai-se moldando em função do distúrbio limítrofe. Sem lhe querer dar esperanças quanto à “cura”, deverá levá-la a um bom psiquiátrica para iniciar sessões de psicoterapia (vários anos) assim como controlar a medicação. Exigerá, de si, muita compreensão. Se realmente gosta dela, não se esqueça: também virá a precisar de apoio para superar os problemas que lhe são colocados periodicamente. Ela,mais do que ninguém, precisará da sua ajuda. Pense sempre: a sua paciência não deverá ter limites e o esforço conjunto irá vencer. Só assim, não irá pensar desistir, mais uma vez…

  19. antes de reconhecer os sintomas em mim,antes de saber que existe esse diagnóstico,com 13 anos comecei a ficar deprimida,pedia a morte todos os dias,passei uma vida sem sucessos a tristeza sempre me derrubou,com jesus fiquei mais forte,mais a tristeza não acaba,sou desespero e euforia,não consigo sair disso,na tristeza me controlo melhor mas somatizo e passo a sentir dores que tenho vontade de me matar pra parar,na alegria sou quem gostaria de ser,faço qq coisa pra rir muito,tô sendo mal carater,isso me deixa mal,antes era só drogas,agora faço sexo,não queria ser assim,tô pensando em me separar,daí vai ser mais uma que eu perco,mas pelo menos não magoarei ninguém,sei que não vou parar…será que sou só uma vadia?é vádia deprimida?mas pelo menos eu me arrependo,até tentei de tudo pra ser normal,me cortar,me trancar,me dopar,daí fico mais triste então volto pro circulo vicioso,só como justificativa digo:já chorei muito por ser esse lixão,não queria ser essse lixão.

  20. Será que não somos simplesmente pessoas de carater fraco,pessoas mais fracas?gostaria de mudar,sou mãe de um menino com paralisia cerebral,todo dependente,queria que minha cabeça fosse equilibrada,queria controlar essa tristeza,queria dominar a euforia,queria acordar e simplesmente viver em paz com calma com alegria controlada

    • ola paquita..nao no somos nada fracos hehe..ate pelo contrario somos mt fortes acredita, somos instaveis e hipersensives..mas isso com um bom ambiente e maturizaçao…tempo..ajuda e cura td.o q podemos fazer lol ..nao podemos mudar da perss..se nao escolhamos alg com uma pers. fleumatica e echilibrada sei la,sabias q 30-40 procento da populaçao tem traços de personalidade psicopata??’mas nem tds so criminosos ou antisocioais..pq um ambiente mais o menos saudavel ajuda a modelar e mudar mt.por isso tranquila paqui..es mt mais forte d q imaginas.add me se quiseres nikola.1974@hotmail.com bjs e abraços td de bom para si

  21. Boa Noite a todos.

    A minha namorada é também Borderline, e percebo perfeitamente o que dizem em relação ao facto de se sentirem sozinhos. E é por esse motivo que estou a tentar arranjar membros para um forum que eu estou a criar.
    Sei que estes posts são já antigos, mas mesmo assim tento obter respostas.
    Por favor quem estiver interessado no forum, mande-me um email para ddentrodemim@gmail.com.

    Muito obrigada e força a todos.

  22. Estive lendo todos os comentarios sobre o comportamento borderline e quero acrescentar uma opinião de quem viveu e conviveu ao lado de um homem assim. Posso dizer, que mesmo depois a sua morte, ele ainda exerce uma grande influencia em meu proprio comportamento. So percebi que ele tinha um problema psicologico após ter ido a médica pscicologa por ter pensamentos suicidas. Fui diagnosticada por ser Bi.polar. Agora imaginem uma bi.polar vivendo ao lado de um borderline. Os filhos tambem um dia precisarão de ajuda pscicológica. Deixo o meu email para contatos, pois pretendo escrever um livro sobre esse tema e até ja tenho um titulo: EU VIVI COM UM BORDERLINE
    mariarita83@hotmail.com

  23. Olá a todos.

    Há um ano e meio que faço psicoterapia. Há uma semana, surgiu o tema de eu ser ou não ser borderline (porque eu quis falar disso).

    A minha psiquiatra sempre me disse que eu tinha uma personalidade impulsiva, e eu nunca lhe escondi a minha sensibilidade excessiva e insegurança.
    A partir do momento que eu puxo este assunto, ela começa a querer que eu faça uma avaliação psicológica, mas me dizendo sempre que tem quase toda a certeza que eu sou borderline.

    A questão é que tenho lido imensa coisa sobre este transtorno e não me identifico com muito. A raiva excessiva(sou calma), o sentimento de abandono constante(sou bastante independente e gosto de estar sozinha), o não saber quem sou, as relações caóticas (tenho muitas relações estáveis!), as alucinações (nunca), as mudanças de humor constantes (não!), etc… não me identifico com nada disto nos padrões exagerados que aparecem pela internet. Sempre soube quem sou, claro que com algumas confusões derivadas da adolescência (tenho 17 anos), mas desde quando é que isto é uma doença?!

    Para além de tudo, não tive uma infância traumática. Fui feliz.

    Até agora sempre fui diagnosticada com depressão, e não compreendo a necessidade de me rotularem com o transtorno borderline, sendo que na maioria dos sintomas não me adequo.

    Sou uma pessoa complicada e muito complexa por natureza, mas isso nunca me impediu de ver o lado bom da vida e ser feliz em muitos momentos. Sou um pouco preto/branco, mas por favor, sou adolescente…

    Acho indecente ser diagnosticada agora, desta maneira, quando fui eu que falei do assunto e NUNCA antes a minha psiquiatra tinha referido isto. O que devo fazer? Estou sem saber para onde me virar…

    Deverei confiar na minha psiquiatra? Tenho que admitir que nunca confiei muito nela e muitas coisas não lhe contei…será que isso poderia interferir no diagnóstico que ela me passou? Deverei fazer a avaliação psicológica para ter a certeza?

    Obrigada!

    • Olá Moon,

      Em relação ao que expuseste só existe algo que pode ser respondido com alguma clareza: Não confiar no terapeuta e omitir informação relevante irá, com grande grau de certeza, levar a maior dificuldade diagnóstica e/ou terapêutica.
      Penso que será importante falares com a tua psiquiatra sobre este assunto: o da confiança. Se de facto existe ou não perturbação borderline é dificil dizer, embora nem sempre seja necessária uma avaliação psicológica, em casos mais duvidosos poderá ser útil.
      Abraço
      DG

    • A maneira de ser e a personalidade de cada um deve ser sempre avaliada por terceiros. Não se deve ser juíz em causa própria e, se porventura tivermos um qualquer desvio de comportamento ou mesmo uma doença psíquica ou neurológica, devemos ter a capacidade de evitar uma auto-avaliação ou de aceitar pelos outros que uma auto-avaliação, à partida, é uma forma errada de agir. Deve procurar-se quem sabe dessas coisas ou quem nos é próximo e em quem podemos confiar.

  24. Olá,

    Há pouco menos de um ano recebi o diagnóstico de borderline, após vários outros, durante algum tempo fui tratado como “bipolar”, desde então tenho buscado informações sobre este transtorno…
    Realmente não é fácil!

    A todos e todas borderlines, que tenham forças, que consigam suportar ao próximo “desespero”, acredito que algum dia conseguirei ter uma vida estável, desejo o mesmo a vocês.

    Parabéns pela matéria, é a primeira na qual eu comento!

    • Obrigado pelo reparo, José, mas entretanto a avaria técnica foi corrigida. Já está novamente online.
      Há aqui sempre muita gente a pedir fóruns, mais ainda a criar o seu próprio fórum ou grupo, mas a realidade é que nesta temática as pessoas sentem alguma vergonha de se expôr (tanto quem tem o transtorno como quem é familiar ou amigo).

      O http://www.rarissimas.net já existe desde 2008 mas infelizmente nunca teve grande adesão (apesar de existir muita gente a pedir um fórum). Ao longo destes 4 anos de vida tem sido mesmo muito frequentado por spammers que criam contas fictícias e inundam de mensagens de teor comercial.
      As bases de dados foram limpas várias vezes e volta tudo sempre ao mesmo.

      Decidimos mudar de software e reforçar as medidas de segurança.
      Já andamos em testes há algum tempo. O novo software estará online algures em Novembro e as actuais mensagens de utilizadores reais serão transferidas para o novo.
      Fazemos isto nos nossos (cada vez mais raros) tempos livres.
      Mas não temos grande motivação para continuar o projecto.
      E faltam-nos recursos (gente com disponibilidade para fazer actualizações e construir um acervo de documentação).

      Hoje em dia está (quase) toda a gente no facebook. É curioso que as pessoas têm um certo receio de se expôr em blogs/sites/fóruns, mas não têm qualquer receio de o fazerem numa rede social com fotos e tudo. Os grupos criados para Portugal não têm tido sucesso algum. Mas os grupos brasileiros são muito activos e frequentemente visitados por portugueses.
      Eu diria que os portugueses aderem melhor à ideia de se juntarem a grupos promovidos por brasileiros (talvez seja mais fácil misturarem-se) do que criados por portugueses (talvez o receio de se exporem e serem reconhecidos seja maior).

      Penso que não vale a pena abrirem mais grupos.
      Adiram ao principal que já existe há algum tempo aqui: https://www.facebook.com/groups/transtornodapersonalidadeborderline/

  25. Olá a todos…
    Desde que eu nasci que a minha mae tem problemas psiquiatricos apos a depressao pos parto…tenho 25 anos e uma irma com 20 e desde à 7 anos que foi a minha mae foi diagnosticada como borderline..sofremos muito, eu , a minha irma e o meu pai, foram constantes auto-mutilaçoes, internamentos, tentativas de suicidio, enforcamento sem sucesso..histerias, agressoes verbais,etc tudo aquilo q descreve um borderline histérico.
    desde à 1 ano e meio está a ser tratada no hospital magalhaes lemos, em grupos de apoio, e muitas actividades q a tentaram reabilitar para a sociedade.
    eu e a minha irma perdemos muitos amigo e amigas, pq qdo elas vinham cá dormir, a minha mae aparecia com os pulsos cortados, intoxicamento medicamentoso…
    neste ultimo ano de tratamento, aparentou algumas melhoras, mas foi só aparencia….
    nos sempre fomos uma familia muito unida e apoiavamo-nos muito mutuamente…a nossa vida socio-economica sempre foi estavel e posso afirmar q vivemos bem…
    em junho deste ano a minha mae saiu de casa para ir viver com o amante, pessoa essa que ela conheceu nos tratamentos, separaram-se ambos das familias e foram viver juntos…pelos vistos o caso entre eles ja durava a algum tempo e fez com que verificassemos muitas das mentiras compulsivas de que eramos alvos por parte da minha mae….ela saiu…nunca mais quiz saber de nós….nós…que sempre a apoiamos e sentimos frustração por muitas vezes nao conseguirmos lidar com ela, mas era nossa mae e mulher….
    tenho raiva dela , ódio…por me fazer perder o meu tempo….e agora?
    kem nos ajuda? a nós familiares? que fizemos de tudo para arranjar psiquatras, tratamentos e no fim somos largados com uma grande injustiça….
    ironia da vida…deixamos a minha mae para se tratar no hospital e “ficamos sem ela”….neste momento estamos os 3 em casa perturbadissimos , q não passa um dia sem chorarmos, a perguntarmo-nos que mal fizemos nesta vida para merecer algo tão mau…

    • A melhor forma de reagir a tamanha adversidade é tentar racionalizar os factos e manterem a união, o mais forte possível, da parte residual da família, caso se mostre pouco viável procurar a mãe e trazê-la de novo a à sua família, para depois tentar e praticar uma terapeutica de convívio familiar saudável, seja com terapia ou com químicos.

    • Lucilia, obrigado por partilhar o seu testemunho.
      Seria interessante que nos contasse, 2 anos depois, como evoluiu a sua situação familiar e como está a sua mãe.

  26. Boa noite!

    Tendo em vista a partilha de experiências, a entreajuda, a informação,…, sobre este distúrbio no mesmo site – até porque eu própria tenho BPD – criei um site aonde coloquei as informações que me pareceram mais pertinentes, e onde criei um forum e uma sala de chat, para que possamos trocar impressões.

    O site é o seguinte:

    http://borderline.prtg.eu

    Qualquer sugestão relativa ao site podem criar tópico no fórum, ou enviar e-mail para borderlinept@gmail.com

    Aceitam-se também voluntários a moderadores do fórum, assim como a administradores caso saibam trabalhar com Joomla.

    Cumprimentos, e lá nos encontraremos!!!

  27. Também fiu diagnosticada de borderline aos 24 anos porque tive que tratar surtos psicóticos que não me definiam como sendo realmente psicótica ou esquizofrénica uma vez que todos os delírios e alucinações estão controlados por medicamentos. E sou borderline porque tenho muitas oscilações de humor, sou agressiva com pessoas da minha intimidade e muito simpática com os demais. Sou tímida e sofro de um grave complexo de inferioridade, não consigo terminar o que quer que seja que faça e isolo-me bastante. Acham que devo procurar ajuda? Os meus familiares começam a ficar fartos principalmente o meu marido…

    • Oi!
      Falo por experiência própria: não esperes que alguém te mande ao psiquiatra para procurar ajuda… Acredites ou não esta treta repercute-se na vida dos demais: afastas os teus amigos, duvidas deles, sentes-te sempre mal, etc. Ve na wikipedia. É assustador…

      • Completamente de acordo.
        E o pior de tudo é quando afasta as pessoas que mais se ama e precisa.
        A minha ex tem este transtorno e mudou completamente. Terminou comigo quando até já tinha aceite o pedido de casamento e havia anel de noivado e padre. Terminou da pior maneira, com uma acusação de agressão e de tentativa de violação que nunca existiram. Fiquei pasmo!

        Sobretudo quando me reafirmou que queria casar e não iria por nada deste mundo mudar de ideias. No dia seguinte mudou!

        Mesmo eu tendo conseguido provar (sem qualquer margem para dúvidas) que nunca lhe fiz mal algum, hoje em dia a família dela nem me fala.

        A vergonha que sentem é tanta que eles próprios não aceitam (vivem há anos em negação). Passam a vida a mentir a toda a gente para ocultarem os disparates que a minha ex faz. E vivem culpando todas as pessoas à volta. Embora saibam que ela mente compulsivamente (um dos sintomas) nunca quiseram saber de provas algumas. De um momento para o outro passei de namorado/noivo “impecável” a “besta” e sem perceber porquê.
        E deixaram de falar a todas as pessoas que tinham ligações a mim.

        O que sei é que a família viu um novo caminho para ela, numa religião alternativa (importada). A mãe convenceu-se que a filha ficaria curada lá. Enfim….

        Mas duro mesmo foi ver a minha ex a mentir a toda a gente e a contar coisas que nunca aconteceram. Já lá vão 2 anos, mas até hoje eu não percebo nem me conformo. Tantos momentos juntos, tanta cumplicidade, jantares lá em casa dela semanalmente… e terminou tudo de maneira tão estranha… Mais tarde vim a descobrir que a própria família andou a falar mal pelas costas (a contar ainda mais mentiras). É como um ciclo. A filha mente por doença. Os pais e irmãs mentem por orgulho, arrogância e ego.

        Hoje em dia há pessoas que me conheceram há muitos anos atrás e que, simplesmente, deixaram de me falar. Felizmente nunca foram pessoas de que eu dependesse ou precisasse. Foi a tal história da tentativa de violação. Os pais dela nunca quiseram saber. O importante é “proteger” a menina do “lobo mau”. Na verdade são os pais os grandes responsáveis pela doença dela (porque não a apoiaram na infância, só viam o trabalho, ela foi criada pela avó).
        Mas não interessa. Vivem culpando o mundo. Á volta toda a gente consegue perceber a verdade (excepto as pessoas que eles “envenenaram”). E aquelas pessoas um pouco mais inteligentes que não “beberam” as palavras deles, acabaram afastadas com mentiras.

        Mas esta história não ficou fechada.
        Valeu-me o facto de ser inteligente e ter sabido proteger-me. Guardei cópias de SMS, fotos, vídeos, conversas tidas online. Mostrei a amigas psicólogas que não tiveram dúvidas em classificar a família dela como disfuncional. E no futuro o mais certo é ela continuar a aprontar e arranjar confusão.

        Moral da história: esta família tem sido (e é) um tremendo obstáculo à recuperação da minha ex.
        Porque pensam que isto se resolve com uns comprimidos que se tomam e pronto! Nada mais errado…. mas não querem saber. Ela é doente e se alguém fala mal é porque «é maldoso». Simples!

        A origem da doença está na mãe dela, que também tem problemas. Mas tem demasiado poder e na família ninguém lhe consegue fazer frente. Toda a gente diz que o pai é um “banana” que deixa a mulher fazer dele um brinquedo.

        “Não se consegue ajudar quem não quer ser ajudar”.

        Nota aos webmasters do site: esta é uma abordagem demasiado pessoal (mas real).
        Se não quiserem publicar para não ferir susceptibilidades, eu compreendo!

    • Se a minha mulher tivesse a consciência da disfunção que a Maria confessa, eu já me daria por satisfeito e moralizado para iniciar o processo de a trazar para uma vida de equilíbrio, já que ela oscila entre os 0,8 e os 8.000 (não entre os 8 e os 80), sem poses intermédias, e isto entre o amar profundamente e o odiar visceralmente a mesma pessoa, que sou eu. Esta preturbação é quase diária e sempre semanal. É muito cansativo e desgastante e leva-me a passar por um estado quase permanente de depressão.

      • “e isto entre o amar profundamente e o odiar visceralmente a mesma pessoa, que sou eu”

        As palavras do José descrevem perfeitamente o comportamento da minha ex para comigo.
        Agora junte-lhe a isto o resto da família a contribuir para alimentar o ódio.

        Só quem viveu isto consegue perceber. Num momento somos fantásticos. No outro “bestas”.
        E nem sequer conseguimos perceber o que se passou, ou o que fizemos de errado.
        E a família pura e simplesmente não quer saber. Quer é ver bem longe dela. Ao ponto de falarem mal pelas costas.

        Posso dizer-vos que foram tantos os jantares com a família dela e nunca se queixaram de nada. A não ser das coisas que ela aprontava. Hoje em dia as irmãs são as primeiras a criticar-me, quando comeram tantas vezes a meu lado e nunca me disseram nada. Os pais dela passaram a ter todas as razões de queixa do mundo (parece que andavam à procura de um bode espiatória para colocarem as culpas pelos males da filha). Embora nunca o tivessem dito à minha frente, hoje sei que até me acusaram de ser o culpado pela filha ter parado de tomar a medicação (eu nem sabia!).
        Só descobri porque um dia ela teve uma crise brutal à minha frente! Mentia-me como mentia a todos os membros da família dela dizendo que tomara os medicamentos. Ligava-me sempre a seguir a tomar os medicamentos. E eu acreditava.

        Hoje em dia ela vive convictamente a nova religião, assimilou a totalidade das mentiras (porque os pais a protegeram da realidade para não contrariarem a menina).
        Irónico é vê-la hoje escrever (e falar) em Jesus como religiosa convicta. Como se fosse melhor que os demais. E ser totalmente incapaz de viver os valores da religião (que preconiza o perdão ao próximo). Ou seja, não é capaz de corrigir a mostruosidade da injustiça (gritante) que fez ao namorado e ao mesmo tempo também não é capaz de perdoá-lo (embora aqui o “perdão” seja tecnicamente incorrecto porque o namorado não fez nada de mal).

        Nunca teve coragem de me encarar. Fugiu sempre. E até hoje nunca me deu explicação alguma para a história/mentira da tentativa de violação. Tem plena consciência do actos que pratica, sabe que errou, sabe distinguir o certo do errado e o bem do mal. Não é inimputável.
        Houve um médico psiquiatra que a considerou capaz de exercer uma profissão (logo, capaz de assumir responsabilidade por inerência de funções). Ora, num emprego, se fizer serviço mal feito, lógico que o chefe vai exigir que o corrija. Mas os pais não veem isto.

        Quanto a mim, fica a pergunta: Se eu era assim tão “mau” namorado, porque me pediu um anel de noivado e agora fala mal pelas costas? Porque não terminou logo a relação?
        Ela não age como uma rapariga violada. Veem-na usar os objectos que lhe ofereci (por sinal, prendas caras, porque eu não fazia distinção e tratava-a como se fosse esposa).

        Ora, não seria suposto ela sentir nojo dos objectos oferecidos pelo agressor/violador?
        Não, só a família dela não vê isto.

        “O pior cego, é aquele que não quer ver. E quanto a isto nada podemos fazer”.

      • Apesar de tudo, eu não culpo a minha ex por nada.
        Quando amamos genuinamente alguém, suportamos tudo. E eu hoje compreendo a doença.

        Mas é triste sermos descartados sem motivo. E sofrermos com as injustiças.
        Porque a história transbordou para os vizinhos, amigos e conhecidos.

        A imagem dela hoje em dia é a pior possível (a “maluquinha” ou “esquizofrénica” ou “atrasadinha mental” como é conhecida na vizinhança).
        As poucas amigas de verdade, ela mesma cortou relações e correu com elas. Só fala às que não conhecem a história.
        Há outras pessoas conhecidas que fogem dela. Cortam-se a encontros, cafézinhos, inventam histórias e fingem-se ocupadas. Ficam a pensar: «se ela fez isto ao namorado, que mentira irá inventar sobre mim?»

        Há também quem pense (e até me vieram perguntar) se ela é lésbica. Porque acusou uma amiga de sê-lo (só porque a amiga não acreditou nas mentiras dela e soube ver a verdade). E também porque aos olhos dessas pessoas as atitudes/comportamentos efusivos (que ela tem) lhes sugere isso.

        Com o passar do tempo, a verdade tem vindo ao de cimo. E têm sido muitas as coisas que eu tenho vindo a descobrir. Por exemplo, ela terá tentado expulsar uma amiga de casa porque ficou completamente fula ao saber que a amiga recebeu um email meu. Ora, que culpa tinha a amiga?
        Inacreditável!

        Apesar de tudo, e como resultado da minha pesquisa que já dura há 2 anos, eu vejo nela potencial para melhorar. Só depende dela e de ter o tratamento adequado (muita psicoterapia, fora da esfera da influência familiar). Mas isso vai ser muito complicado. Sobretudo se as opiniões dos terapeutas colidirem com as ideias da família dela (sobretudo da mãe).

  28. pedi que meu médico foce franco comigo e o mesmo me diagnosticou como boder… sinto todos os sintomas descritos neste site .hoje por exemplo esta sendo um dia difíciu devido o enorme vazio , sentimento este que para mim é o pior de todos da doença .tenho 25 anos e retroajindo percebo q sempre fui um boder… moro sosinho desde a morte de minha m~e o que piorou a situação pois era minha amiga e mãe e moraava-mos juntos , hoje encontro-me completamente sosinho .me ajuda o fato de pesquisar sobre a doença e saber que os sintomas diminuen por volta dos 35 40 anos … até lá não sei… … .todos os meus outro médicos neggligenciaran-me não me diagnosticando como deveriam… . como disse io pior de tudo é o vasio existencial e a quase desperssonalisação que a doença provoca em mim e é claro as mudanças de humor que as veses mudão de um minuto para o outro… mas tenho que lutar muito embora sejea tão difícil lutar sosinho contra esta doença tão complexa.meu e-mail é :freediejr@hotmail.com.força e garra a todos que como eu lutão contra estes sentimentos!

  29. Boa tarde, perante alguns episódios que afectaram a minha vida escolar a partir dos 12 anos, o meu médico de família me enviou para um psicólogo do centro de sáude, fui acompanhado por ele durante um ano, uns anos depois voltei a estar desta vez com uma psicóloga no ensino secundário. Eles nunca tiveram certeza mas ambos desconfiavam de que se tratasse que fosse P.Borderline, depois de comparecer perante esta nunca mais fui averiguado com certezas, mas posso dizer que por vezes temos a cabeça nas trevas, muitas vezes nos sentimos mais poderosos e inteligentes e mais atraentes que os outros e inclusive podemos sair do meio de uma multidão de pessoas num shopping e ir para o automóvel sozinhos pelo ritmo ser demasiado lento que embriaga-nos devido a esse pensamento de posse e olhar esguio perante o grupo.
    Em outras alturas nem nos apetece sair de casa porque a nossa auto-estima está tão em baixo que nos sentimos que todos por menos que sejam conseguem ser melhores que nós, que são mais felizes, etc.. nessa altura estamos com uma personalidade fraca e “simpática”e mole, em outras ocasiões estamos completamente eufóricos capazes de fazer amizade com qualquer pessoa, quando chegamos no shopping no outro dia com o outro lado mais escuro estamos demasiado sérios e achamos os outros são estúpidos que só apetece fugir e nem falar sequer com a pessoa que nos atendeu no dia anterior.
    Por vezes estamos tão tímidos que a nossa capacidade motora torna-se mais difícil e menos desinibida, pensando que está todo mundo a julgar-nos e a observar-nos.
    Ao fazer a comparação é como se uma pessoa diferente estivesse a controlar-nos a mente e a maneira de pensar e isso também reflete-se na agressividade de condução e mesmo até no tipo de música que ouvimos.
    Tenho a sorte de estar controlado a maior parte do tempo mas é uma coisa que afecta a nossa conduta social, quando sinto que vou entrar em “confusão” tomo antes de dormir 2 comprimidos de Valdispert e no outro dia as coisas estão mais claras e menos preocupantes no ponto de vista social. Um grande abraço.

  30. Eu sofro muito com meu diagnostico de borderline. cada vez mais as coisas ficam piores. eu faco terapia e me trato com remedios e psiquiatra a mais de dois anos e até hoje nao consegui melhorar. raramente passo por uma fase em que fico bem. ja fui internada numa clinica para pessoas com problemas mentais e mesmo assim nao consegui melhorar e ficar estavel. fico muito agressiva e com raiva facil, sempre me envolvo em brigas, uma hora amo alguem e nooutro minuto eu odeio a pessoa, tenho gastos incontrolaveis, me envolvo com as pessoas erradas, abuso de alcool drogas e remedios, manipulo as pessoas e faco muita chantagem emocional, dirijo com imprudencia, me automutilo quando me sinto muito mal, estou na minha quarta faculdade porque cada hora quero alguma coisa, afasto as pessoas que me amam por causa dos meus comportamentos inconsequentes, enfim, as vezes parece que eu nao me amo. já varias vezes fui parar no hospital por abuso de alcool com substancias ou para me darem calmantes porque estava descontrolada. realmente eu nao me entendo, cansei dessa montanha russa. emocao é bom as vezes mas viver nessa inconstancia está me matando e eu nao sei mais o que fazer. nunca mudo. isso é triste porque tenho uma familia que me ama muito, sou uma garota de 20 anos que tinha de tudo para ser feliz e ter uma vida de sucesso mas essa doenca nao me deixa seguir em frente

  31. Oi. Estou de acordo convosco sobre a falta de um forum e mais informação em Português. Vamos apoioar-nos mutuamente aqui http://borderline.freeforums.org/

    Vamos tentar pois eu só sei que tenho BDP e por vezes falta-me uma voz amiga pois ninguem na minha familia me entende. Nem o meu namorado mesmo que ele sofra com as minhas fases.

    As melhoras!

    • Nutty,

      Sinto-me da mesma maneira, falta-me muitas vezes um ombro amigo que entenda realmente o que eu estou passando.
      No momento as coisas estão bem difíceis: acabei de me formar (o que por si só já é uma fase de transição difícil), meu namoro acabou (depois de muito desgaste, principalmente por causa das minhas crises e ele, apesar de ter me apoiado bastante durante os anos de namoro, de uns tempos para cá, não sabe mais como lidar comigo e sempre fica muito mal por isso e eu não quero mais fazê-lo sofrer nem correr o risco de ser agressiva com ele). Além disso, estou sem terapia, pois minha terapeuta teve que viajar devido ao doutorado.
      Seria muito bom trocar experiências e, como você já disse, apoiarmo-nos mutuamente.
      Meu e-mail é: navefera@gmail.com

      B.

  32. so tenho a dizer que, pelo o meu psiquiatra, entrei em remissao apos 2 de terapia. por isso é possivel e realsso a importancia da medicaçao e da força de vontade.

  33. Foi-me diagnosticada a doença há vários anos, faço tratamento há mais de 20 anos, embora o meu Psiquiatra me tenha dito que a tenho desde muito jovem. É verdade que passei por muita coisa má, não me recordo de grande parte do meu passado. no entanto ele diz que eu ter criado uma filha sozinha, viver sozinha, ter tido uma carreira ( numa área muito complicada) foi uma coisa muito boa e pouco normal em pessoas como eu.
    Claro que já me tentei suicidar, agora tenho fibromialgia e fiquei sem emprego, por isso eu que j+a pouca ou nenhuma confiança tenho em mim, não está a ser fácil. Não gosto de viver, não me interessa, nem a minha filha e netos me prendem cá, acho que ficam melhor comigo morta que viva. E quando me sinto mais em baixo mais longe quero estar das pessoas, prefiro estar sozinha, para poder chorar, gritar, partir, coisas, odeio sentir-me “vigiada”
    Tomo os medicamentos, já tomei de tudo, mas o que me apetece é fugir, sei que não vou arranjar emprego, por isso quando o f. Desemprego acabar, não pensem que vou ficar a viver às “costas2 de ninguém, nunca o fiz em nova não vou fazer em velha…
    Acho que deveríamos ter o direito a acabar com a vida quando queremos, doar os órgãos e pronto, a vida é minha e eu é que sei, se quero ou não vivê-la, já bastou tudo o que passei sem poder evitar.
    Obrigada por me deixarem explicar o meu ponto de vista

    • Como te compreendo… Não gosto de viver, não me interessa, acho que ficam melhor comigo morta que viva. Também prefiro isolar-me, porque temos de nos vigiar a nós mesmas, senão fazemos algo de estranho. Mas pelo que li isto é fruto do distúrbio! Não é a tua personalidade…

  34. PRECISO DE AJUDA! estou tomando Depakote, e ele controla minha impulsividade, mas terapias não me ajudam, perco a paciência muito fácil com todos. O autocontrole tem que ser uma coisa trabalhada em você, eu infernizo a vida das pessoas ao meu redor, tento suprir meu vazio até conversando com estranhos no transporte público. é muito difícil, tem dias que quero morrer, não tenho vontade de fazer nada. e tem dias que saio de casa linda e maravilhosa. é muito difícil a aceitação comigo mesma, quando os outros me aceitam e me elogiam, consigo me sentir bem. desejo muita força a todos, não tenho apoio da minha família, estou sozinha neste barco, meus pais acham que é chilique. vivam um dia de cada vez, uma hora de cada vez, um minuto de cada vez.

  35. Olá a todos. Gostaria de vos sugerir a visita a um canal no youtube associado ao blogue http://transtornoborderline.wordpress.com/. É de uma jovem brasileira (Bruna) que resolveu fazer videos explicando o que é esta doença e como avançar na vida com ela. Aconselho vivamente que vejam os vídeos dela, consegue ser algo reconfortante, saber que não se está só, embora nos pareça ser assim.

  36. Apenas para deixar aqui coragem a todos! A mesma coragem que tantas vezes me falta para seguir em frente!

    Também eu gostava de ver um forum ou um grupo de ajuda onde pudessemos trocar experiencias e conhecer pessoas e assim melhorar um pouco o sentimento de incompreensão.

    Se alguem quiser falar mandem mail para helder.m.domingos@gmail.com

    Abraços

  37. Boas a todos, e muita força, tambem sofro de boderline, e gostava de falar com pessoas que sofrem do mesmo transtorno que eu, se puderem adicionem, gpiscas@hotmail.com , para podermos falar um pouco e ajudar nos mutuamente, felicidades

  38. Eis aqui uma brasileira que sofre do mesmo problema.
    Preciso e muito de alguem com quem conversar.
    É um impulso doloroso, que destrói minha carreira, meus estudos, meu namoro…sinto-me como ruínas, desabando…
    Para piorar não tenho plano de saúde e preciso contar com o sistema de saúde público. Para conseguir um médico é necessário esperar meses. Enquanto isso sigo sofrendo, esperando um dia ser alguem normal.
    Por favor, entrem em contato. Me sinto muito só.
    petite_nathalie@live.com

  39. Tenho 15 anos e sofri abuso sexual quando mais nova, mas não foi algo “pesado” como estupro. Também tive vários momentos em que me senti vulnerável quando mais nova, e mais tarde percebi que estava me tornando paranóica. Não fui diagnosticada com sindrome Borderline, mas ao ver uma página na internet que se dedicava ao assunto percebi vários sintomas em mim. No começo me pareceu pior, porque eu olhava para as pessoas e me sentia triste por saber que eu não via o mundo como os outros viam, que eu não era normal. Agora eu pesquisei mais sobre o assunto e descobri a raiz do problema. Agora que sei a raiz, acho que vai ser mais fácil pra mim lidar com o resto. Não vou procurar a ajuda de um terapeuta, pelo menos por enquanto, acho que dou conta sozinha já que compreendo o porquê de eu ser assim. Ainda bem que não tenho o mínimo interesse em drogas e álcool e coisas destrutivas. Sou sortuda, talvez. E não desejo sofrimento pra ninguém, até mesmo pra quem não compreende os meus problemas, ew. Acho que as pessoas tendem a complicar muito as coisas. Mesmo que eu seja complexa às vezes.
    Ou talvez a situação dos borderliners seja bem pior que a minha e isso que eu passei (no passado, porque não pretendo continuar passando por isso!) seja só uma fase da adolescência.
    Mas eu tenho observado minha mãe e percebi que ela apresenta algum problema, que pode ser Transtorno Borderline mesmo. Mas ela mente pra ela mesma, se eu ponho as cartas na mesa ela começa a me ignorar. Acho que as pessoas deveriam ser mais abertas com elas mesmas…
    Enfim, espero melhoras pra todo mundo.

    • Fabiana, o que descreveu é a mais pura verdade.
      Há 3 anos que venho pesquisando a doença (porque a minha ex é borderline e já não tenho dúvidas que a mãe dela também tem o transtorno),

      O que posso dizer é que a maioria das mulheres que frequentam os grupos de apoios foram realmente abusadas na infância (predominantemente sexual, embora existam outras formas de abuso, sobretudo psicológicas).

      No entanto, a minha opinião é que deveria realmente ser acompanhada por um especialista. Além de que é difícil tratar a filha sem tratar também a mãe).

      Há várias terapias e abordagens modernas (como a terapia EDMR).
      Embora não existam dados concretos, sei que num dos grupos de apoio uma borderline relatou ter sido tratada com sucesso. Por sucesso entende-se vencer o trauma do abuso sexual (que inevitavelmente condicionará todas as suas relações amorosas futuras).

      No padrão geral (e habitual) de uma borderline está presente um longo rol de relações amorosas fracassadas. Por causa da memória do abuso. Nalgumas a memória é tão dolorosa que acaba por ser bloqueada (como defesa) mas vem ao de cimo com a terapia (muitas nem se lembravam que tinham sido abusadas).

      Superar o abuso é só uma parte da abordagem.
      A outra parte é tratar a doença. É realmente possível dar maior qualidade de vida a uma borderline e aos familiares/amigos.

      Recomendo que leia o livro “Corações Descontrolados” da psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva (infelizmente ainda não existem em Portugal, só importando do Brasil mas pode ser adquirido em lojas online).

      E, boa sorte!

  40. ola o meu nome e fabio vivo em inglaterra e a 2 anos ainda em portugal foi me feito um dignostico de personalidade borderline e tudo o que diz ai faz sentido mas gostava de dizer que os medicos muitas vezes querem nos pintar um mundo rosa quando ele e negro eu esto aqui em inglaterra a 1 ano vim medicado e com guia medica para ser acompanhado aqui como quaquer borderline tomei uma atitude impolssiva quando vim para inglaterra penssei que fecharia a porta em portugal e os porbolemas ficavam la mas foi bem pior que isso tive mts porbolemas aqui e se no inicio me sentia bem e estava a 100% depressa comecei a cair e sentir me sosinho e perdido a minha familia que me trosse para ca sabendo os meus porbolemas abanono me e dai ate ao internamento foi um passo dessintresse ppor tudo noites em branco estreimamente agressivo no trabalho a ponto do meu patrao me mandar por baixa pk toda agente se queixava da minha agressividade e n aceitar nd do que me diziam e se ja estava mal em casa de baixa com mais tempo para penssar e ver que n tinha ninguem para me ajudar abusei na bebida tentei o suicidio e veio uma coisa que ate ai nunca me tinha acontecido comecei a auto mutilar me tive cerca de um mes enternado e vim para casa medicado depois de 3 overdoses foi me retirada a medicacao a cerca de 2 meses to completamente descontrolado ninguem entende isso procorei ajuda na urgencia a 2 noites atras ond uma medica disse que eu n tinha me cortado nem tido uma overdose n me poderia fazer nada e na noite a seguir la fui eu com a policia pk me cortei todo acho que os medicos desprezao mt os borderlines.:(

  41. Ola tenho 22 anos e fui diagnosticada como border, hj estou tomando doses altas de remedios para esquizofrenia, meus braços estão multilados, mas é a unica coisa que me tras alivio para tamanha pressão no peito e cabeça.. O remédio que hj estou tomando, me da diversos tipos de reaçoes adversas, tais como hipotensão enxaqueca, intestino preso, dentre outros. Não sei a quem mais recorrer pois ninguem compreende que nao eh voluntario, não faço pq quero, eh como se fosse uma necessidade para se manter viva…

    Gpstaria de saber se existe algum tipo de grupo de apoio ou algo do tipo.

    Obrigada desde já.

  42. Existe também um grupo de apoio informal no FaceBook que está muito activo (criado por brasileiros e frequentado por muitos portugueses):

    https://www.facebook.com/groups/transtornodapersonalidadeborderline/
    Há sempre alguém disponível quando quiserem desabafar/partilhar ideias/pedir ajuda.

    Infelizmente em Portugal ainda não existe nenhum grupo de apoio, embora existam vários fóruns e espaços de debate que estão “às moscas” por falta de participação, tal como o http://borderline.rarissimas.net

    O maior acervo de informação acerca de borderline (tudo o que há para saber) está reunido neste site: http://www.biologicalunhappiness.com/ (está em inglês).

    Para quem prefere comunicar por audio em tempo real, foi criada uma sala no LoudTalks com o nome “Borderlines e amigos”. O software LoudTalks é verdadeiramente fantástico e existe em várias versões: para instalar no PC ou no telemóvel (Windows, BlackBerry e Android).
    Experimentem. Em caso de dificuldade poderão colocar as vossas dúvidas em http://borderline.rarissimas.net ou no facebook.

    Paulo Ramos
    Webmaster do Rarissimas.net e da sala “Borderlines e amigos” no LoudTalks.

  43. Boa noite,

    Sou aluna do último ano do Mestrado Integrado em Psicologia Clínica do
    ISPA e o tema da minha tese de dissertação refere-se à abordagem
    fenomenológica ao transtorno de personalidade Borderline.

    Trata-se de estudo de investigação qualitativa com perspetiva
    interpretativa, baseada na fenomenologia. Esta investigação procura
    compreender a experiência vivida pelo sujeito, usando para isso
    métodos que se aproximam do sentido que o mesmo atribui a essa mesma
    experiência subjectiva.

    Para a realização deste estudo fenomenológico necessito da
    participação de cinco sujeitos que tenham sido diagnosticados com o
    distúrbio de personalidade borderline e que queiram colaborar,
    partilhando a sua experiência subjectiva.

    O instrumento utilizado, será utilizada uma entrevista face- a- face,
    semi-estruturada, composta por quatro questões breves, tendo como
    finalidade permitir a compreensão da vivência fenomenológica no
    sujeito com perturbação de personalidade borderline, na sua
    singularidade e idiossincrasias nas suas escolhas, bem como
    compreender de que forma cada sujeito vivência esta perturbação,
    enquanto experiência.

    Verifiquei o seu contacto de e-mail no site Post it psicológico e
    tomei a liberdade de entrar
    em contacto consigo, no sentido de verificar a
    sua disponibilidade para sua colaboração no estudo a ser desenvolvido, tendo em
    consideração ao seu objectivo e objecto das entrevistas.

    Atenciosamente,

    Cátia Ramos
    katiaisilramso@gmail.com

    • Pessoalmente não penso que seja boa ideia continuarem a abrir grupos e mais grupos. Já existem vários dedicados à temática borderline. Pessoalmente, torna-se complicado ir acompanhando aqueles nos quais já estou inscrito.

    • Já existem vários grupos em português no facebook.
      Não é boa ideia continuarem a abrir páginas que aos poucos se tornam desertas e só contribuem para dispersar ainda mais as pessoas.

  44. oi boa noite eu me chamo,marcio eu tenho muito esquecimento,tem muitas coisa do passado eu não lembro muitas vezes eu passo numa rua ou avenidas quazes todos os dias eu não lembro

    tento fazer de tudo pra lembrar da rua mas não consigo.
    tem muitas pessoas que pergunta de coisas que aconteceu uma semana atras eu não lembro,não uso drogas nenhuma.
    não consigo dormir sozinho tem que ter alguma pessoa perdo de mim senao eu passo o dia acordado.
    tem muitas coisas que eu falo pras pessoa passa uma semana eu não lembro de nada que eu falei,tenho 34anos.
    aquardo resposta obrigado.

    • A Taty é uma das terapeutas que frequenta o grupo de apoio no facebook e que, portanto, merece toda a credibilidade. Tem várias iniciativas tanto com grupos de portadores de borderline como com grupos de familiares e amigos de pacientes no Brasil.

      Recomendo a leitura do livro que ela referiu, assim como também os livros de outra autora (Helena Polak).

      Para mais informações, increvam-se no grupo principal:
      https://www.facebook.com/groups/transtornodapersonalidadeborderline/
      A ajuda está apenas a um clique de distância. É um bom ponto de encontro sobretudo para quem precisa de apoio imediato. É interessante ver pacientes borderlines a escutar e apoiarem-se mutuamente.

      E, para aquelas pessoas que andam sempre a pedir um fórum em português, relembro que já existe há muito tempo o http://www.rarissimas.net com o subfórum http://borderline.rarissimas.net
      Infelizmente, aqui do lado de Portugal, não tem havido muita participação.

      Paulo

    • Relembro também que continua a existir uma sala de conversa por VOZ em tempo real no LoudTalks/Zello. A sala chama-se “Borderlines e amigos”.

      O software LoudTalks é verdadeiramente fantástico e existe em várias versões: para instalar no PC ou no telemóvel (Windows, BlackBerry e Android). O software é grátis e pode ser descarregado aqui: http://www.zello.com

      Experimentem! Em caso de dificuldade poderão colocar as vossas dúvidas em http://borderline.rarissimas.net ou no grupo do facebook.

      Paulo Ramos
      Webmaster do Rarissimas.net e da sala “Borderlines e amigos” no LoudTalks.

  45. Olá eu sofro desse problema desde os 11 anos de idade e agora tenho 18, mas só descobri que se tratava de borderline com 16. Estou disponibilizando meu msn para aqueles que acreditam poder me ajudar, ou que possuem problema semelhante, ou simplesmente para quem quiser adicionar.
    julianodantas.18@hotmail.com

    Abraço e sorte a todos.

  46. Boa noite, o meu nome é Eliene. Ao ver diversos comentários reparo que muitas das pessoas que sofrem de Borderline têm consciência e assumem que têm essa condição.
    Eu não sofro de Borderline, pelo menos até hoje, mas a minha mãe sofre desta condição.
    Mas ao contrário de muitas pessoas que vi por aqui, a minha mãe não assume o que tem. Após 10 no psiquiatra, este escreveu um papel com o seu diagnostico em que revelava distúrbio de personalidade Borderline. Eu sempre a apoiei, mas noto que as pessoas que a tratam mal são mais bem tratadas por ela. Eu tenho-lhe imenso respeito e apoio-a em alturas mais complicadas tentando que ela veja as coisas de forma mais clara mas acabo sempre por ser o seu saco de pancada, todas a suas frustrações acabam por ser descarregadas em mim e acho muito ingrato. Há alturas em que desato a chorar porque simplesmente vou-me abaixo com as coisas cruéis que ela me diz. Apesar de saber que ela não tem culpa é muito difícil para mim, há alturas que só me apetece virar costas mas sei que quando o fizer não lhe resta ninguém pois toda a gente já se foi embora.

    Há alguém que já tenha passado por uma fase de negação semelhante? Que posso fazer para ela tomar consciência que não pode continuar assim?
    Obrigada desde já pela atenção.

    • “Eu sempre a apoiei, mas noto que as pessoas que a tratam mal são mais bem tratadas por ela.”

      Eliene, isto só revela que borderlines têm plena consciência dos actos que praticam.
      E veja, sua mãe tem respeito por essas pessoas que a tratam mal…

      Infelizmente não se consegue ajudar quem não quer ser ajudado.
      O assunto é tanto mais complicado quando lidamos com borderlines de idades superiores.
      A vergonha é muita e ninguém quer perder influência/poder.

      Talvez esteja na altura de você mesma mudar a abordagem.
      Senão será você quem fica a sofrer.

  47. Boa noite, sou aluna de uma Faculdade em Lisboa e estou a fazer um trabalho sobre a perturbação de estado limite da persondalidade, ou borderline como é mais conhecida. Preciso de recolher material, pessoas com esta perturbação ou psicólogos (ou outros profissionais ). Obrigada
    artemiza91@gmail.com

  48. O meu filho sofre desta doênça e é horrivél. É uma pessoa extremamente agressiva, comecei a detectar aos 10 anos e hoje tem 26. Já sofri horrores, pois já esteve preso por duas vezes e não existem melhoras. Estas pesoas sofrem e fazem sofrer os outros por onde passam. Tanto com os familiares, como com as relações que têm com amigos ou acompanhantes. è muito triste pois ou cabam abandonados, tendo que fugir deles ou cumprem com a justiça o mal que fazem e que acabam depois por se culpabilizarem até cometendo suicidios. Sucedem-se as mutilações como forma de se retaliarem a si mesmos e tentam esquecer nas drogas a dor que sentem. Só penso o que vai ser de mim e dele

  49. Vou deixar aqui o meu testemunho, namorei com uma pessoa que adorava, verdadeiro Amor.
    Era super carinhosa mas quando ficava nervosa a ansiedade transformava-se num descontrolo psicótico . Tinha todos os sintomas de Borderline. Cada vez era contrariada, qualquer assunto que não concordava, a minha voz , a vista da janela da casa, ao fim ao cabo, não havia satisfação em nada!!! zangava-se muito e ficava descontrolada.
    Tudo começou aos 2 meses de namoro, começou a ver que existia segurança na nossa relação mas na mente dela não era possível e desde aí ficou descontrolada e violenta comigo ( chegou a saltar para cima de uma cadeira que encostou à guarda da varanda e tentou suicidar-se!! eu agarrei-a e salvei-lhe a vida). Os problemas que existiam eram sempre exteriores à relação como exemplo problemas com o trabalho, com a família… Ficamos noivos, começou a tomar medicação e então desde aí os problemas viraram-se contra mim (pedi-lhe para que não bebesse álcool por causa da medicação, cada vês que bebia só piorava)
    Pelo meio da relação criou situações muito embaraçosas a nível sentimental com alguns colegas de trabalho.
    Quando íamos fazer qualquer coisa ficava sempre doente!
    Nisto tive sempre Amor incondicional, adorava-a pois antes de namorarmos éramos amigos desde os 15 anos!
    A relação terminou quando foi sair com um rapaz de quem dizia mal e acabou comigo ao telefone no dia seguinte.
    Não aguentei!! fiquei com o coração partido. Ela não teve compaixão nem remorso nenhum.
    Pedi-lhe que saí-se de casa. Parece que até ficou aliviada !!!
    Sofri bastante com esta situação, não esperava ter de pedir à pessoa que Amava que se fosse embora.

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